segunda-feira, 28 de junho de 2010

Deixaste de ser...

Abraço-te em silêncio pra não te deixar escapar.
Afastas-te.
Olhas-me e dizes sem rodeios
que tudo é verdade.
Tens o pensamento sôfrego de lembranças...

Que dizes de sermos dois sem sentido?
De não sermos um par escolhido?

Que dizes das montanhas que se levantam
e da teoria expressa pelas matérias do mistério
em que se guarda uma alma?

Purguei-me insensato de tudo
porque tudo o que quis foi verdade.
Tão contrário é a vontade de ser
que o querer não reage.

Morrem pássaros na floresta distante.
Há uma rocha que cai e quebra em ponto de sina.
Ouve alguém que ousou tudo em negra tinta
e teve a sorte amarga da consciência.

Morreram os dois de mim
dentro do espaço lasso que é o passado
- a memória!

Deixaste de ser…

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Saber-me falso

Confirma-se na alma
uma sombra de sinal que eleva,
à estupidez consciente,
uma personalidade controlada, amável!


Custa-me sempre pensar em máscaras
mas dou por mim olhando profissionalmente
para um grupo desses mentirosos conceituados
e sinto que há alguma franqueza!
Por quererem fingir encontram-se e são menos falsos
os gestos que encaram nesse instante.


Deixa-se um mundo fruir e subitamente somos psicóticos...


Quis voar e dei por mim humano.