sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Os braços vazios de ti...

Sinto frio agora mas não da noite,
da saudade presente na tua ausência,
no modo como cruzo os braços vazios de ti
e silencio o olhar para um horizonte inaudito.

Não sabem estas palavras que dizer-te
e eu como escreve-las...
Não sei parar este pensamento leve e penoso
que é saber-te longe.

Queria ter-te e não posso
e o tempo demora intensamente,
exagera no seu vagar costumeiro destes momentos.

Vou abandonar a esferográfica e a lua que me olha
esta noite, sobre o atlântico...

Calo-me... 
e adormeço de novo sem ti... 

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