quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Partiste...

E quando achava ter-te encontrado
reparei no vazio que existia onde antes só havia paixão.
Esqueci o gesto breve dos teus lábios sorrindo
e o odor que libertava o teu cabelo 
nas manhãs preguiçosas gastas na cama.

Ficaste sem dizer - amo-te,
partiste sem calar a dor... A nossa!
A dor de não nos sabermos permitir tal como éramos,
a dor de não nos conhecer-mos como somos,
a dor que é dor porque nasceu da nossa solidão,
a dor que cresce...
a dor sem nome que quisemos chamar de "aventura"!

Partiste sem mim 
mas deixaste as memórias das tardes caladas
espalhadas no sol da praia onde nos beijamos a primeira vez. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Os braços vazios de ti...

Sinto frio agora mas não da noite,
da saudade presente na tua ausência,
no modo como cruzo os braços vazios de ti
e silencio o olhar para um horizonte inaudito.

Não sabem estas palavras que dizer-te
e eu como escreve-las...
Não sei parar este pensamento leve e penoso
que é saber-te longe.

Queria ter-te e não posso
e o tempo demora intensamente,
exagera no seu vagar costumeiro destes momentos.

Vou abandonar a esferográfica e a lua que me olha
esta noite, sobre o atlântico...

Calo-me... 
e adormeço de novo sem ti...