sábado, 11 de setembro de 2010

Deixa-me amar-te ...

Deixa-me amar-te enquanto ferve vermelho
este amor que me rasga o peito
tentando fugir por onde foge o sentido.

Deixa-me amar-te por tempo indefinido
que é o que posso prometer-te neste momento,
neste instante de vida.
Agora...

Deixa-me viver em falso equilíbrio !

Então liberta a lágrima de pai

Em mãos avulsas de verdade e trabalho
ajeita um homem seu filho.
É pequeno e não chora.
Não ri.
Dorme.
E tem na presença o tamanho da comoção.


O homem olhando-o emociona-se
e sente que a vida se atiça
Em subtis vagares
ou súbitos lampejos!


Então liberta a lágrima de pai,
de filho,
de alguém que se sente ridículo para enfrentar o mundo
e defender aquela vida que jaz inconsciente no berço de vimes.