sábado, 11 de setembro de 2010

Então liberta a lágrima de pai

Em mãos avulsas de verdade e trabalho
ajeita um homem seu filho.
É pequeno e não chora.
Não ri.
Dorme.
E tem na presença o tamanho da comoção.


O homem olhando-o emociona-se
e sente que a vida se atiça
Em subtis vagares
ou súbitos lampejos!


Então liberta a lágrima de pai,
de filho,
de alguém que se sente ridículo para enfrentar o mundo
e defender aquela vida que jaz inconsciente no berço de vimes.

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