Chove
lá fora,
ainda,
é a
realidade que tenho!
Fui
à janela saber como era o céu,
como
poderia ser o dia
a
luz de uma única estrela
se
na noite as contamos mil.
Mas
é dia lá fora e chove
e
tenho estranheza de o saber
porque
não encontro razão para a luz que me entra no quarto,
forçada,
forçando-me a pensa-la.
É esta a luz que cai como poalha por cima das nuvens
e
húmida aqui,
na
terra onde existimos por
trás de uma janela,
nestes dias.
nestes dias.
Porque não sei explicar o sol ou a lua
ou tudo o resto do que dizem ser um universo
guardo-me neste quarto,
neste infinito de mundo,
onde sempre haverá luz e escuridão
e vida por sentir.
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