quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quero-te sem destino, sem tempo...

Ergo de mim os olhos para o teu rosto
e sorris.
Talvez não tenhas as certezas de uma eternidade
mas sabes que é esse o olhar procurado 
e abraças-me.

Não sabemos o que é o futuro, assim,
ou a dor partilhada, 
um dia, 
e continuamos o beijo daquela noite perdida

És mais bela na escuridão deste quarto! 
Ouviste? Murmurei...
Agora que as minhas mãos te encontram o jeito de ser
e os teus braços um corpo sôfrego de vida
quero-te...
Quero-te sem destino, sem tempo...

Quero-te...

Calamos os gestos de amor com um beijo permissivo,
calmo e ofegante... Um beijo esperado... porque quero-te.

Não posso falar-te em sentimentos
se os teus lábios me fazem calar de novo...




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