sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Amante da escuridão

Muitas vezes tardava a noite,
consciente,
e eu acendia um cigarro junto à janela.
Fui sempre amante da escuridão.

O fumo dissipava-se no ar
subindo.
Nessas horas as memórias
são todas vagas e volateis.
São quase sonhos.
Lembrei-me de ti tantas vezes...

Imagino que juntos
no meio das palavras e dos sentidos
encontremos uma entoação capaz e sóbria.
Um discurso a tanto adiado.

A leitura deste pensamento
sempre aconteceu em delírio
mas teve a base do real
e o fim sumário de um esquecimento

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