domingo, 23 de setembro de 2012

Adeus...


Morreste-me! Não sabiam dizer mais que isto os olhares dos amigos que choravam, que ficavam e não sabiam estar. 
E eu, que mal te conhecia, imaginava um abraço de conforto que poderias dar-lhes se tudo isto não fosse verdade. Um abraço sem explicação,  sem peso ou tempo. Um abraço que fosse teu, apenas. 

Ali apercebemo-nos da intenção pouco firme da nossa existência. O estar e já não estar entre nós é, afinal, tão mais simples e real do que queremos. 

Não por medo encontraram-me o olhar, por vezes, ganhando a certeza de que não ficaram sós. Mas não soube que dizer... Não sei conhecer a tua importância na vida dos amigos que partilhamos mas sei-a grande e é esse todo o meu respeito pelo que fizeste. 

Resta-me de ti a memória de uma capa negra caída por cima de um caixão e a inconfidência de uma lágrima que não soube evitar nesse instante. 

Adeus João

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