quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Não te sei dizer simplesmente adeus

Nasceram em mim emoções imperdoáveis
quando o teu corpo se afastou nesse dia. Quis morrer! 
Como morriam as lágrimas que se soltavam dos teus olhos 
sem um gesto que as encontrasse no teu peito caindo, 
desaparecendo no fim desse fim.

Quanta pureza terá agora um pensamento de ti
que tenha nascido no entretanto? 
Quanta verdade? Quanto medo?
Não saberei escolher as palavras para aquela carta
que nunca prometi escrever 
mas que teima em fazer-se ler
sempre que imagino um reencontro.  

Não sei que atenção ainda podes querer dar
a palavras tantas vezes repetidas. 
Ou o entendimento que tenhas então encontrado
numa caligrafia rasurada por dentro da sua intenção.

Não te sei dizer simplesmente adeus.
Não deste modo.

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