Vou
conhecendo aos poucos
aquela
saudade que não sabemos ter
mas aperta-nos
nestas noites frias.
Aquela
saudade de te reconhecer
quando
a escuridão enche o vazio do quarto
e o
silêncio escuta a tua respiração,
atento.
Aprendemos
a sabe-la
nestes
suspenses emocionais que não desejamos.
Nestes
instantes quase eternos que nos despertam.
Comecei
por suspeitar
daquele
pequeno suspiro que escapou
quando
tentava lembrar porque não estavas comigo.
Mais
tarde e agoniando em momentos mortos
descobri
que precisava de ti!
Não soube dize-lo quando regressaste...
Foi
essa a saudade tremenda e cínica
a minha
companhia enquanto não chegavas
e a
noite seguia fria
dentro
do meu olhar…
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