quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Nestas noites frias


Vou conhecendo aos poucos
aquela saudade que não sabemos ter
mas aperta-nos nestas noites frias.
Aquela saudade de te reconhecer
quando a escuridão enche o vazio do quarto
e o silêncio escuta a tua respiração,
atento.

Aprendemos a sabe-la
nestes suspenses emocionais que não desejamos.
Nestes instantes quase eternos que nos despertam.

Comecei por suspeitar
daquele pequeno suspiro que escapou
quando tentava lembrar porque não estavas comigo.
Mais tarde e agoniando em momentos mortos
descobri que precisava de ti!

Não soube dize-lo quando regressaste...

Foi essa a saudade tremenda e cínica
a minha companhia enquanto não chegavas
e a noite seguia fria
dentro do meu olhar…

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