segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Calo-me...

Não foram as palavras que me fizeram descobrir-te
por isso calo-me ao te olhar.
Calo-me procurando a certeza de querer esse momento
e tudo o que ele representa.
E calo-me de novo ao beijar-te
por querer esquecer que terá fim.

Não quero prometer sonhos.
Prefiro que nos tenhamos em silêncio 
no acordar das manhãs frias,
dentro de um mundo particular,
abraçados ao nosso próprio intimo...

A noite alonga-se enquanto fazes-me falta
agora
e não sei dormir.

Calo-me a desenhar-te o olhar mentalmente
e deixo crescer o desejo te abraçar de novo,
cada vez com mais força.

Cala-me a certeza de te querer cada vez mais...




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