E se te disser agora
qual foi o gesto mordaz do meu adeus?
Irás perdoar-me as lágrimas
e o respeito pela minha individualidade?
Não tínhamos certezas além desse verão
e tudo seria esquecido, talvez...
Ainda recordo
o ar breve da tua respiração no último beijo,
o sentimento de duas mãos que se separaram,
a racionalidade abalada...
Não era suposto amar-nos!
Não deste modo contínuo
para lá de uma juventude ingénua,
para lá desses dias de sol no cais olhando o mar.
Não era suposto continuar a procurar-te
e faço-o sem saber que te dizer se te encontrar.
Não era suposto amar-nos...
Sem comentários:
Enviar um comentário