sábado, 8 de junho de 2013

Não era suposto amar-nos...

E se te disser agora 
qual foi o gesto mordaz do meu adeus?
Irás perdoar-me as lágrimas
e o respeito pela minha individualidade?

Não tínhamos certezas além desse verão
e tudo seria esquecido, talvez...
Ainda recordo 
o ar breve da tua respiração no último beijo,
o sentimento de duas mãos que se separaram,
a racionalidade abalada...

Não era suposto amar-nos!
Não deste modo contínuo
para lá de uma juventude ingénua,
para lá desses dias de sol no cais olhando o mar.

Não era suposto continuar a procurar-te
e faço-o sem saber que te dizer se te encontrar.

Não era suposto amar-nos...


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