segunda-feira, 25 de abril de 2011

Nunca quis ser grande!

Nunca quis ser grande!
Grande parte da minha vida entendia-se entre uma vontade e algum desejo. Nunca se viu grande ambição. E hoje que tenho tudo sem ambição falha-me o amor por quere-lo.
Não sou pai nem marido, muito menos namorado ou amante. Na minha vida tudo se resume a alguns beijos decorados e algumas putas mais ou menos pagas nas vielas onde por onde me encaminhei.
Durante anos procurei atenciosa e desesperadamente por alguém que me esperasse em casa, alguém que me acordasse com um beijo sentido no rosto inchado pelo sono. Ou uma criança que ao ouvir ladrar um cão viesse correndo aconchegar-se nos meus braços com medo.
Toda a minha vida tem sido vazia e copiada como todas as vidas que conheço. Mas a falta de originalidade falha quando a tinta se destoa das restantes tintas que coloram a vida.
Escrevo por pensar pensar melhor mas continuo a achar-me oco e só.
E então paro de escrever.

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