Disseste, ao acordar, o meu nome,
primeiro.
Amei-te
o instante,
o brilho morno da tua pele,
a aspiração de vida no teu peito,
a calma do teu desejo.
Não por beijo, aproximaste o rosto do meu,
discreto o gesto
quente
sentindo-me.
Um dia perguntar-te-ão: amaste?
E dirás sem o saber
mais que o olhar encontra
no mundo...
Nunca foi só tua a vontade.
Sinto a tua alma presente,
à minha volta, abraçando-me,
definindo a vida em pequenos pormenores.
Não sei acreditar nesta manhã!
Olhaste-me um momento
depois continuaste.
Depois do voo da borboleta.
Tenho imaginado como seria uma vida que quisessemos construir,
uma vida que nunca imaginei partilhada...
Terminei-te o gesto com os lábios.
Sem comentários:
Enviar um comentário