sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Disseste, ao acordar...

Disseste, ao acordar, o meu nome,
primeiro.
Amei-te
o instante,
o brilho morno da tua pele,
a aspiração de vida no teu peito,
a calma do teu desejo.

Não por beijo, aproximaste o rosto do meu,
discreto o gesto
quente
sentindo-me.

Um dia perguntar-te-ão: amaste?
E dirás sem o saber
mais que o olhar encontra
no mundo...
Nunca foi só tua a vontade.

Sinto a tua alma presente,
à minha volta, abraçando-me,
definindo a vida em pequenos pormenores.
Não sei acreditar nesta manhã!

Olhaste-me um momento
depois continuaste.

Depois do voo da borboleta.

Tenho imaginado como seria uma vida que quisessemos construir,
uma vida que nunca imaginei partilhada...

Terminei-te o gesto com os lábios.

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