Ontem procurei saber de estrelas.
Havia no ar clareza e quis descobri-las.
Olhei-as sem tempo,
sem interrupções,
sem a força das significações.
Mas não coube em mim toda essa atenção
e acercou-se do meu espaço, por cima de um muro,
um ser que ouvia
desatentas as respirações…
Saudei-o como a um velho amigo
e seguimos contemplando as estrelas
cada um usando o seu entendimento sobre elas.
Nada houve que precisássemos de dizer
e despedimo-nos depois,
mais tarde.
Apontei tudo isso, algures,
sabendo criar uma memória forçada
se um dia reler as palavras
que falam sobre esse gato pardo.
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