O sol, desprendia a luz
cristalina
de um meio dia métrico
e nós,
cobertos de clarividência
caminhamos,
sorrindo sem o evitar,
julgando já ter desistido da coerência.
Em volta tudo era grandioso,
belo
mas teimávamos em nos olhar.
Tínhamos a razão pura,
a loucura expansiva e insana
da paixão.
Tardou pouco do instante e
abraçamo-nos
sem respeito às razões,
deixando de sombras,
apenas a única que o sol
desenhou nessa hora.
Não tivemos mais certezas
que o dia ter acabado rápido.
Notamos tudo isso quando o
sol caiu, distante,
incendiando o horizonte
mais que a nossa paixão
conseguia.
Foi assim que morreu o dia
em que nasceu a nossa verdade.
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