segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Calo-me...

Não foram as palavras que me fizeram descobrir-te
por isso calo-me ao te olhar.
Calo-me procurando a certeza de querer esse momento
e tudo o que ele representa.
E calo-me de novo ao beijar-te
por querer esquecer que terá fim.

Não quero prometer sonhos.
Prefiro que nos tenhamos em silêncio 
no acordar das manhãs frias,
dentro de um mundo particular,
abraçados ao nosso próprio intimo...

A noite alonga-se enquanto fazes-me falta
agora
e não sei dormir.

Calo-me a desenhar-te o olhar mentalmente
e deixo crescer o desejo te abraçar de novo,
cada vez com mais força.

Cala-me a certeza de te querer cada vez mais...




sábado, 24 de novembro de 2012

Já não sei desenhar o teu rosto no silêncio

Já não sei desenhar o teu rosto no silêncio
e falta a atenção de um beijo
agora que a noite torna-se fria.
Partiste por breves instantes e sinto-me só
como se o fogo de uma vela fosse
apenas,
dentro de uma escuridão
sem saber encontrar-se na própria presença.

Procuro de novo os teus lábios
pela sinceridade de uma ilusão verdadeira,
quando de novo te tento descobrir. 

Falta-me a realidade do teu rosto junto de mim,
o olhar calado de quem sabe conhecer-me,
o abraço apropriado dentro da noite...

Fazes-me falta nesta manhã!

sábado, 3 de novembro de 2012

Sem tempo para te esperar

Começo por nem me importar
quando olho o relógio sem tempo. Faltas-me!
E não sei falar por ser em silêncio o meu jeito de te querer.


A cama jaz fria sem o teu corpo nu
e o nosso cheiro a paixão. As horas...
São as noites o aconchego e a memória infinita de te amar,
a chuva que cai na vidraça morrendo sem me olhar,
o vento que sopra, sem cuidado,
o teu nome pelo meu pensamento. 

Porque demoras, procuro-te
dentro daqueles instantes só nossos,
nas sombras do relógio sem tempo para te esperar.