Ouvi distante o tempo de partir e
Tardei mais dois instantes contigo!
Perdi-me, perdi-o…
Não achei volta no comboio...
Acolheste-me.
Deste-me de pensar e sorrir
E soubeste sempre como me olhar.
Pensei, por vezes, amar-te,
Ter-te minha, a meu lado, simples.
Não perdi tempo nem ganhei demora.
Passei demasiadas vezes o pensamento pela vida
E a acção pareceu-me desconfortável.
Hoje penso com a memória
Como todos fazem, (acho),
mas só o ouso com as migalhas aguadas em tristeza.
Esta chuva fria que me molha cá dentro
Não me sabe que deixar,
não tem que não ser minha!
Amei-te desde então.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Nunca quis ser grande!
Nunca quis ser grande!
Grande parte da minha vida entendia-se entre uma vontade e algum desejo. Nunca se viu grande ambição. E hoje que tenho tudo sem ambição falha-me o amor por quere-lo.
Não sou pai nem marido, muito menos namorado ou amante. Na minha vida tudo se resume a alguns beijos decorados e algumas putas mais ou menos pagas nas vielas onde por onde me encaminhei.
Durante anos procurei atenciosa e desesperadamente por alguém que me esperasse em casa, alguém que me acordasse com um beijo sentido no rosto inchado pelo sono. Ou uma criança que ao ouvir ladrar um cão viesse correndo aconchegar-se nos meus braços com medo.
Toda a minha vida tem sido vazia e copiada como todas as vidas que conheço. Mas a falta de originalidade falha quando a tinta se destoa das restantes tintas que coloram a vida.
Escrevo por pensar pensar melhor mas continuo a achar-me oco e só.
E então paro de escrever.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Tu que ousaste...
Na praia não encontrei ninguém!
Aqueles eram dias estranhos
e a maresia teimava em cegar-me.
Quis correr e uma vez tropecei.
Caí pelo tempo...
Quis levantar-me em pessoa e mais uma vez,
caí na areia.
Sonho que caio novamente e não sei distinguir
Onde termina tudo isto.
Mas anima-se meu peito
e não sei reagir
e caio novamente no sonho repetido...
Tu que ousaste,
não me deixes sozinho na tua praia!
Aqueles eram dias estranhos
e a maresia teimava em cegar-me.
Quis correr e uma vez tropecei.
Caí pelo tempo...
Quis levantar-me em pessoa e mais uma vez,
caí na areia.
Sonho que caio novamente e não sei distinguir
Onde termina tudo isto.
Mas anima-se meu peito
e não sei reagir
e caio novamente no sonho repetido...
Tu que ousaste,
não me deixes sozinho na tua praia!
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