E se te disser agora a verdade,
voltarás?
Se for esta a minha confissão
o desespero esperado de uma intenção
onde a tua vitória moral não se reflete.
Poderei abraçar-te novamente?
Não tenhamos sentidos em demasiado tempo vazio
ou mares profundos
onde a luz da nossa vontade não penetre.
O cais ainda é o mesmo! Eu é que envelheci
um pouco mais rápido na tua ausência,
um pouco mais feroz no teu silêncio.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Não era suposto amar-nos...
E se te disser agora
qual foi o gesto mordaz do meu adeus?
Irás perdoar-me as lágrimas
e o respeito pela minha individualidade?
Não tínhamos certezas além desse verão
e tudo seria esquecido, talvez...
Ainda recordo
o ar breve da tua respiração no último beijo,
o sentimento de duas mãos que se separaram,
a racionalidade abalada...
Não era suposto amar-nos!
Não deste modo contínuo
para lá de uma juventude ingénua,
para lá desses dias de sol no cais olhando o mar.
Não era suposto continuar a procurar-te
e faço-o sem saber que te dizer se te encontrar.
Não era suposto amar-nos...
qual foi o gesto mordaz do meu adeus?
Irás perdoar-me as lágrimas
e o respeito pela minha individualidade?
Não tínhamos certezas além desse verão
e tudo seria esquecido, talvez...
Ainda recordo
o ar breve da tua respiração no último beijo,
o sentimento de duas mãos que se separaram,
a racionalidade abalada...
Não era suposto amar-nos!
Não deste modo contínuo
para lá de uma juventude ingénua,
para lá desses dias de sol no cais olhando o mar.
Não era suposto continuar a procurar-te
e faço-o sem saber que te dizer se te encontrar.
Não era suposto amar-nos...
domingo, 31 de março de 2013
A vontade de te reconhecer
Não tenhas medo, disse-te em segredo
e já próximo da noite atrasamos os passos
sem querer chegar
e partiste...
Partiste deixando atrás o odor leve do desejo
e aquela saudade imediata que existe nos corpos quando arrefecem.
Quis correr até ti num só fôlego, num só instante
e dizer que me magoas, partindo. Mas não o fiz.
Soubemos amar-nos tantas vezes sem receio
que tive medo de te falar em amor.
Ou já o fiz sem saber...
Partiu de mim, sem intenção própria,
a memória de te ter conhecido e a vontade de reconhecer
não o teu nome mas o teu beijo.
Agora que morre o sol
e o calor que havia no meu peito...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Quero-te sem destino, sem tempo...
Ergo de mim os olhos para o teu rosto
e sorris.
Talvez não tenhas as certezas de uma eternidade
mas sabes que é esse o olhar procurado
e abraças-me.
Não sabemos o que é o futuro, assim,
ou a dor partilhada,
um dia,
e continuamos o beijo daquela noite perdida
És mais bela na escuridão deste quarto!
Ouviste? Murmurei...
Agora que as minhas mãos te encontram o jeito de ser
e os teus braços um corpo sôfrego de vida
quero-te...
Quero-te sem destino, sem tempo...
Quero-te...
Calamos os gestos de amor com um beijo permissivo,
calmo e ofegante... Um beijo esperado... porque quero-te.
Não posso falar-te em sentimentos
se os teus lábios me fazem calar de novo...
e sorris.
Talvez não tenhas as certezas de uma eternidade
mas sabes que é esse o olhar procurado
e abraças-me.
Não sabemos o que é o futuro, assim,
ou a dor partilhada,
um dia,
e continuamos o beijo daquela noite perdida
És mais bela na escuridão deste quarto!
Ouviste? Murmurei...
Agora que as minhas mãos te encontram o jeito de ser
e os teus braços um corpo sôfrego de vida
quero-te...
Quero-te sem destino, sem tempo...
Quero-te...
Calamos os gestos de amor com um beijo permissivo,
calmo e ofegante... Um beijo esperado... porque quero-te.
Não posso falar-te em sentimentos
se os teus lábios me fazem calar de novo...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Partiste...
E quando achava ter-te encontrado
reparei no vazio que existia onde antes só havia paixão.
Esqueci o gesto breve dos teus lábios sorrindo
e o odor que libertava o teu cabelo
nas manhãs preguiçosas gastas na cama.
Ficaste sem dizer - amo-te,
partiste sem calar a dor... A nossa!
A dor de não nos sabermos permitir tal como éramos,
a dor de não nos conhecer-mos como somos,
a dor que é dor porque nasceu da nossa solidão,
a dor que cresce...
a dor sem nome que quisemos chamar de "aventura"!
Partiste sem mim
mas deixaste as memórias das tardes caladas
espalhadas no sol da praia onde nos beijamos a primeira vez.
reparei no vazio que existia onde antes só havia paixão.
Esqueci o gesto breve dos teus lábios sorrindo
e o odor que libertava o teu cabelo
nas manhãs preguiçosas gastas na cama.
Ficaste sem dizer - amo-te,
partiste sem calar a dor... A nossa!
A dor de não nos sabermos permitir tal como éramos,
a dor de não nos conhecer-mos como somos,
a dor que é dor porque nasceu da nossa solidão,
a dor que cresce...
a dor sem nome que quisemos chamar de "aventura"!
Partiste sem mim
mas deixaste as memórias das tardes caladas
espalhadas no sol da praia onde nos beijamos a primeira vez.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Os braços vazios de ti...
Sinto frio agora mas não da noite,
da saudade presente na tua ausência,
no modo como cruzo os braços vazios de ti
e silencio o olhar para um horizonte inaudito.
Não sabem estas palavras que dizer-te
e eu como escreve-las...
Não sei parar este pensamento leve e penoso
que é saber-te longe.
Queria ter-te e não posso
e o tempo demora intensamente,
exagera no seu vagar costumeiro destes momentos.
Vou abandonar a esferográfica e a lua que me olha
esta noite, sobre o atlântico...
Calo-me...
e adormeço de novo sem ti...
da saudade presente na tua ausência,
no modo como cruzo os braços vazios de ti
e silencio o olhar para um horizonte inaudito.
Não sabem estas palavras que dizer-te
e eu como escreve-las...
Não sei parar este pensamento leve e penoso
que é saber-te longe.
Queria ter-te e não posso
e o tempo demora intensamente,
exagera no seu vagar costumeiro destes momentos.
Vou abandonar a esferográfica e a lua que me olha
esta noite, sobre o atlântico...
Calo-me...
e adormeço de novo sem ti...
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Nestas noites frias
Vou
conhecendo aos poucos
aquela
saudade que não sabemos ter
mas aperta-nos
nestas noites frias.
Aquela
saudade de te reconhecer
quando
a escuridão enche o vazio do quarto
e o
silêncio escuta a tua respiração,
atento.
Aprendemos
a sabe-la
nestes
suspenses emocionais que não desejamos.
Nestes
instantes quase eternos que nos despertam.
Comecei
por suspeitar
daquele
pequeno suspiro que escapou
quando
tentava lembrar porque não estavas comigo.
Mais
tarde e agoniando em momentos mortos
descobri
que precisava de ti!
Não soube dize-lo quando regressaste...
Foi
essa a saudade tremenda e cínica
a minha
companhia enquanto não chegavas
e a
noite seguia fria
dentro
do meu olhar…
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Calo-me...
Não foram as palavras que me fizeram descobrir-te
por isso calo-me ao te olhar.
Calo-me procurando a certeza de querer esse momento
e tudo o que ele representa.
E calo-me de novo ao beijar-te
por querer esquecer que terá fim.
Não quero prometer sonhos.
Prefiro que nos tenhamos em silêncio
no acordar das manhãs frias,
dentro de um mundo particular,
abraçados ao nosso próprio intimo...
A noite alonga-se enquanto fazes-me falta
agora
e não sei dormir.
Calo-me a desenhar-te o olhar mentalmente
e deixo crescer o desejo te abraçar de novo,
cada vez com mais força.
Cala-me a certeza de te querer cada vez mais...
por isso calo-me ao te olhar.
Calo-me procurando a certeza de querer esse momento
e tudo o que ele representa.
E calo-me de novo ao beijar-te
por querer esquecer que terá fim.
Não quero prometer sonhos.
Prefiro que nos tenhamos em silêncio
no acordar das manhãs frias,
dentro de um mundo particular,
abraçados ao nosso próprio intimo...
A noite alonga-se enquanto fazes-me falta
agora
e não sei dormir.
Calo-me a desenhar-te o olhar mentalmente
e deixo crescer o desejo te abraçar de novo,
cada vez com mais força.
Cala-me a certeza de te querer cada vez mais...
sábado, 24 de novembro de 2012
Já não sei desenhar o teu rosto no silêncio
Já não sei desenhar o teu rosto no silêncio
e falta a atenção de um beijo
agora que a noite torna-se fria.
Partiste por breves instantes e sinto-me só
como se o fogo de uma vela fosse
apenas,
dentro de uma escuridão
sem saber encontrar-se na própria presença.
Procuro de novo os teus lábios
pela sinceridade de uma ilusão verdadeira,
quando de novo te tento descobrir.
Falta-me a realidade do teu rosto junto de mim,
o olhar calado de quem sabe conhecer-me,
o abraço apropriado dentro da noite...
Fazes-me falta nesta manhã!
e falta a atenção de um beijo
agora que a noite torna-se fria.
Partiste por breves instantes e sinto-me só
como se o fogo de uma vela fosse
apenas,
dentro de uma escuridão
sem saber encontrar-se na própria presença.
Procuro de novo os teus lábios
pela sinceridade de uma ilusão verdadeira,
quando de novo te tento descobrir.
Falta-me a realidade do teu rosto junto de mim,
o olhar calado de quem sabe conhecer-me,
o abraço apropriado dentro da noite...
Fazes-me falta nesta manhã!
sábado, 3 de novembro de 2012
Sem tempo para te esperar
Começo por nem me importar
quando olho o relógio sem tempo. Faltas-me!
E não sei falar por ser em silêncio o meu jeito de te querer.
A cama jaz fria sem o teu corpo nu
e o nosso cheiro a paixão. As horas...
São as noites o aconchego e a memória infinita de te amar,
a chuva que cai na vidraça morrendo sem me olhar,
o vento que sopra, sem cuidado,
o teu nome pelo meu pensamento.
Porque demoras, procuro-te
dentro daqueles instantes só nossos,
nas sombras do relógio sem tempo para te esperar.
quando olho o relógio sem tempo. Faltas-me!
E não sei falar por ser em silêncio o meu jeito de te querer.
A cama jaz fria sem o teu corpo nu
e o nosso cheiro a paixão. As horas...
São as noites o aconchego e a memória infinita de te amar,
a chuva que cai na vidraça morrendo sem me olhar,
o vento que sopra, sem cuidado,
o teu nome pelo meu pensamento.
Porque demoras, procuro-te
dentro daqueles instantes só nossos,
nas sombras do relógio sem tempo para te esperar.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Porque chove...
Esta noite fria tem-me acordado
sem pudor ou cuidado
ou atenção para si mesma.
Parece vir a sua sede beber na minha solidão
todas as palavras que se esconderam do teu olhar.
Não soube falar...
Rodeia-me o frio da ideia,
do abraço em falta, do sono que tarda.
Trazem-me, as horas,
a apeneia de uma lucidez que nunca soube preservar.
Calo-me vendo uma lágrima minha que corre
do lado de fora da janela onde chove
e ninguém sabe ser minha a reluzente tristeza...
Porque chove!
Rodeia-me o frio da solidão
dentro deste quarto vazio de nós.
sem pudor ou cuidado
ou atenção para si mesma.
Parece vir a sua sede beber na minha solidão
todas as palavras que se esconderam do teu olhar.
Não soube falar...
Rodeia-me o frio da ideia,
do abraço em falta, do sono que tarda.
Trazem-me, as horas,
a apeneia de uma lucidez que nunca soube preservar.
Calo-me vendo uma lágrima minha que corre
do lado de fora da janela onde chove
e ninguém sabe ser minha a reluzente tristeza...
Porque chove!
Rodeia-me o frio da solidão
dentro deste quarto vazio de nós.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Afastamo-nos em dor.
Hoje
senti a tua falta!
A falta
de te dever amor
e o
reclamares com os beijos sedentos dos teus lábios.
Faltou
a presença do teu corpo nu no meu leito
e o desejo
sagaz de nos acolhermos um no outro
sem palavras
que dizer.
Não
posso voltar aos filmes que já vimos
sem trazer
ao presente o passado que teve um futuro
e
perdeu-se num entretanto,
nas
horas discretas de vazios e esquecimentos.
Não podíamos
amar-nos sem feridas
mas afastamo-nos
em dor,
em saudades
antecipadas...
Se
calhar foi esse todo o nosso amor
e nem
o notamos.
A
forma que tivemos de amar verdadeiramente
sem o
saber
ou condenar
sonhos para uma vida…
Hoje
quis-te
como
em tantas horas que tivemos, calada,
a certeza de sermos felizes.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Aos dias que agora me sobram
Tarda a noite por simpatia hoje que olho o céu!
Não existem momentos mais extensos
que aqueles dentro de nós ao pensar,
quando a vida se torna difícil.
Lembrei-me de ti!
Aos dias que agora me sobram
nego a maturidade do seu curso!
Cresci pelos erros desses tempos
não pela sua duração,
não pelo seu gesto.
É o saber-me desalinhado
com os meus próprios princípios e desejos
que me faz outro.
E é quase sempre na noite que encontro estas certezas
quando olho o céu sem fim
lembrando-me o que aprendi contigo
depois de partires.
Não existem momentos mais extensos
que aqueles dentro de nós ao pensar,
quando a vida se torna difícil.
Lembrei-me de ti!
Aos dias que agora me sobram
nego a maturidade do seu curso!
Cresci pelos erros desses tempos
não pela sua duração,
não pelo seu gesto.
É o saber-me desalinhado
com os meus próprios princípios e desejos
que me faz outro.
E é quase sempre na noite que encontro estas certezas
quando olho o céu sem fim
lembrando-me o que aprendi contigo
depois de partires.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Não te sei dizer simplesmente adeus
Nasceram em mim emoções imperdoáveis
quando o teu corpo se afastou nesse dia. Quis morrer!
Como morriam as lágrimas que se soltavam dos teus olhos
sem um gesto que as encontrasse no teu peito caindo,
desaparecendo no fim desse fim.
Quanta pureza terá agora um pensamento de ti
que tenha nascido no entretanto?
Quanta verdade? Quanto medo?
Não saberei escolher as palavras para aquela carta
que nunca prometi escrever
mas que teima em fazer-se ler
sempre que imagino um reencontro.
Não sei que atenção ainda podes querer dar
a palavras tantas vezes repetidas.
Ou o entendimento que tenhas então encontrado
numa caligrafia rasurada por dentro da sua intenção.
Não te sei dizer simplesmente adeus.
Não deste modo.
quando o teu corpo se afastou nesse dia. Quis morrer!
Como morriam as lágrimas que se soltavam dos teus olhos
sem um gesto que as encontrasse no teu peito caindo,
desaparecendo no fim desse fim.
Quanta pureza terá agora um pensamento de ti
que tenha nascido no entretanto?
Quanta verdade? Quanto medo?
Não saberei escolher as palavras para aquela carta
que nunca prometi escrever
mas que teima em fazer-se ler
sempre que imagino um reencontro.
Não sei que atenção ainda podes querer dar
a palavras tantas vezes repetidas.
Ou o entendimento que tenhas então encontrado
numa caligrafia rasurada por dentro da sua intenção.
Não te sei dizer simplesmente adeus.
Não deste modo.
Incertezas
São incertas as certezas de amanhã,
de hoje,
de um passado recente,
por sermos próximos,
o convexo da minha alma.
Olhei-te um dia
e já não eras a amiga de sempre
mas todos os meus desejos futuros.
Já não sei pensar-te sem te procurar!
E é este devaneio sem caminho
ou gesto calado por cima do meu peito
que bate desregrado.
A natureza do teu sentido
que me tem alheio nestes dias
perdidos e sem tempo.
Olho o céu sem saberes
perguntando se será esta a minha única dúvida
enquanto te procuro.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Podes odiar-me...
Podes
odiar-me…
E as
palavras que já não te dou.
Podes
não querer olhar-me e dizer que sentes saudades
e eu
continuarei a saber que me tens,
de certa
forma, contigo.
Que
ecoam em ti
memórias dos meus devaneios.
memórias dos meus devaneios.
Podemos
viver de distâncias.
Eu calo-me
por te perder
mas
sei que vais acreditar no meu silêncio.
Sei
que irás
encontrar o teu caminho.
Encontrei-me...
Antigamente,
eu teria no peito tristeza
ou sem
jeito e beleza
uma mágoa
forçada de o saber.
Fui sofrível,
por
assim dizer,
e os
gestos eram reais de tão falsamente repetidos
que partiram
sem sentidos
ou direções
que lhes desculpassem a vinda.
Encontrei-me,
julgo,
sem saber
precisar o gesto imaterial.
Ainda
tenho nos olhos lágrimas
por isso
a realidade ainda é turva…
E se
antes foi cega
não
me soube dizer.
Dentro da noite
É dentro da
noite
que minto a
mim mesmo ao esquecer-te.
Porque soube
não te perder
e é errado
amar-te.
sábado, 11 de agosto de 2012
Desafio-te a partires-me o coração
As
conversas ganharam à-vontade
e
a pureza dos sonhos partilhados
nunca
antes.
Ganharam uma energia própria,
uma razão inaudita, talvez.
Tivemos medo de a pensar.
Então quiseste provar-me a coragem num desses momentos
quando
eu já te dizia que gostava de ti.
Desafio-te a partires-me o coração,
ouvi-te
sorrindo.
Peguei-te
na mão a aproximar de ti o meu desejo
e
olhando-te a atenção beijei-te.
Beijaste-me,
beijamo-nos num “finalmente aconteceu”.
Como
se fosse essa
a
inevitável força de tanger duas almas que se encontram
ou
o jeito perdido de conhecer a vida.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Os dias em Lisboa
Deixamos
para trás Lisboa
e as ruas
para
seguirmos caminho.
E
a certeza que tínhamos levada
era
a de não esquece-la
ou
assombra-la com o tempo.
Há
dias em que me ponho a pensa-la
mas
não a encontro sem
ti
a correr para um eléctrico
ou de uma hora inesperada.
As
saudades encontram-se,
nessas
tardes, nas esplanadas,
no sabor de uma alegria retornada,
no jeito que houve em perpetua-la.
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