Trago sem mais um cálice de malte,
puro,
e acendo outro cigarro.
tardo o olhar
no mar que sobra do recorte da janela.
As ondas regressam
para de novo renascerem
no abraço do oceano.
Pensei nelas brevemente.
domingo, 2 de outubro de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
Tenho a alma insegura
Tenho a alma insegura.
Não sei se devo rir, chorar ou simplesmente existir.
Quero voltar a casa e ser de novo criança...
Não sei se devo rir, chorar ou simplesmente existir.
Quero voltar a casa e ser de novo criança...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Nunca amei seriamente...
Ainda jovem falta-me alguma da loucura típica.
Nunca arrisquei conhecer países,
um desporto perigoso ou falar sobre mim mesmo
tal como me conheço…
Nunca amei seriamente
porque seriamente nunca foi esse o momento
mas hoje…
Sinto que essa aventura espreita,
que o destino afunila abruptamente
todas as minhas vontades para essa razão concreta!
Tenho-te longe dos braços
e é isso todo o meu terror.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O amor de tão simplória conveniência
O amor de tão simplória conveniência,
de tão vil e infeliz conceito humano,
deixou-se pousar em nossos corações.
Não soubemos fazer mais que respeita-lo!
Sobre a decência dos nossos corpos
protegemo-nos tão pouco e mal
e sempre que o fizemos anunciaram um fim
clamando um medo de si próprios...
Então a tarde esfriou sóbria,
enquanto estivemos abraçados sob a chuva,
procurando uma retórica sumária...
domingo, 8 de maio de 2011
Tenho medo...
Tenho medo,
não me quero mexer e obrigam-me.
Balança o mundo.
Não me mexo...
Quando o planeta gira
gasta muito do equilíbrio que tenho.
Estou confuso, tenho medo,
não me quero mexer e faço-o!
E tudo gera mais medo e confusão
enquanto o mundo descreve mais dias sobre si mesmo!
Tenho medo, não tenho equilíbrio
e tudo gira sem razão...
não me quero mexer e obrigam-me.
Balança o mundo.
Não me mexo...
Quando o planeta gira
gasta muito do equilíbrio que tenho.
Estou confuso, tenho medo,
não me quero mexer e faço-o!
E tudo gera mais medo e confusão
enquanto o mundo descreve mais dias sobre si mesmo!
Tenho medo, não tenho equilíbrio
e tudo gira sem razão...
Isto que é ser e amar...
Todas as evoluções são estranhas
porque a vida é estranha,
porque eu sou estranho.
Nunca soube ser diferente
e, talvez por isso,
caio constantemente no mesmo erro de querer-te,
de olhar a tua imagem repetidamente,
e amar esses quadros, cheio de sofreguidão...
Todas as evoluções são estranhas.
Concordo com tudo até cair no engano engenhoso,
no desespero de ver outra recusa
e evolou para uma dor tão só minha como de repetida.
Porque a vida é estranha
e nunca a soube compreender
dentro do seu balanço natural como tu o sabes fazer...
Porque eu sou estranho
e não me sei converter em social.
Jamais serei eu realmente porque preciso de duas caras
e arrependo-me por existir assim, múltiplo
frente a todos...
Não sou nada nem o mereço verdadeiramente
como verdadeiramente ninguém o merece.
E isso são todos os que são homens e mulheres no meu país
porque te amei um dia!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Amei-te desde então.
Ouvi distante o tempo de partir e
Tardei mais dois instantes contigo!
Perdi-me, perdi-o…
Não achei volta no comboio...
Acolheste-me.
Deste-me de pensar e sorrir
E soubeste sempre como me olhar.
Pensei, por vezes, amar-te,
Ter-te minha, a meu lado, simples.
Não perdi tempo nem ganhei demora.
Passei demasiadas vezes o pensamento pela vida
E a acção pareceu-me desconfortável.
Hoje penso com a memória
Como todos fazem, (acho),
mas só o ouso com as migalhas aguadas em tristeza.
Esta chuva fria que me molha cá dentro
Não me sabe que deixar,
não tem que não ser minha!
Amei-te desde então.
Tardei mais dois instantes contigo!
Perdi-me, perdi-o…
Não achei volta no comboio...
Acolheste-me.
Deste-me de pensar e sorrir
E soubeste sempre como me olhar.
Pensei, por vezes, amar-te,
Ter-te minha, a meu lado, simples.
Não perdi tempo nem ganhei demora.
Passei demasiadas vezes o pensamento pela vida
E a acção pareceu-me desconfortável.
Hoje penso com a memória
Como todos fazem, (acho),
mas só o ouso com as migalhas aguadas em tristeza.
Esta chuva fria que me molha cá dentro
Não me sabe que deixar,
não tem que não ser minha!
Amei-te desde então.
Nunca quis ser grande!
Nunca quis ser grande!
Grande parte da minha vida entendia-se entre uma vontade e algum desejo. Nunca se viu grande ambição. E hoje que tenho tudo sem ambição falha-me o amor por quere-lo.
Não sou pai nem marido, muito menos namorado ou amante. Na minha vida tudo se resume a alguns beijos decorados e algumas putas mais ou menos pagas nas vielas onde por onde me encaminhei.
Durante anos procurei atenciosa e desesperadamente por alguém que me esperasse em casa, alguém que me acordasse com um beijo sentido no rosto inchado pelo sono. Ou uma criança que ao ouvir ladrar um cão viesse correndo aconchegar-se nos meus braços com medo.
Toda a minha vida tem sido vazia e copiada como todas as vidas que conheço. Mas a falta de originalidade falha quando a tinta se destoa das restantes tintas que coloram a vida.
Escrevo por pensar pensar melhor mas continuo a achar-me oco e só.
E então paro de escrever.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Tu que ousaste...
Na praia não encontrei ninguém!
Aqueles eram dias estranhos
e a maresia teimava em cegar-me.
Quis correr e uma vez tropecei.
Caí pelo tempo...
Quis levantar-me em pessoa e mais uma vez,
caí na areia.
Sonho que caio novamente e não sei distinguir
Onde termina tudo isto.
Mas anima-se meu peito
e não sei reagir
e caio novamente no sonho repetido...
Tu que ousaste,
não me deixes sozinho na tua praia!
Aqueles eram dias estranhos
e a maresia teimava em cegar-me.
Quis correr e uma vez tropecei.
Caí pelo tempo...
Quis levantar-me em pessoa e mais uma vez,
caí na areia.
Sonho que caio novamente e não sei distinguir
Onde termina tudo isto.
Mas anima-se meu peito
e não sei reagir
e caio novamente no sonho repetido...
Tu que ousaste,
não me deixes sozinho na tua praia!
Subscrever:
Mensagens (Atom)