domingo, 31 de março de 2013

Nunca me esqueci de ti

Nunca me esqueci de ti!
Pude, talvez, ser alguém
que não eu
e viver sob outras necessidades
mas nunca te esqueci.

Houve momentos, 
ou uma vida,

que criamos juntos e nunca esqueci.
Não soube,desde então, conhecer-me sem essas memórias,
sem essa paixão submersa em passados e risos
e tardes de sol a dourar as folhas no fim do verão.

Houve um momento de vida
depois apenas a saudade me conheceu
e a raiva pela minha falta a presenciar a tua ausência.
O corpo escasseia-me e engana...
Mas nunca me esqueci de ti!

Ass. O teu porto antigo...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Grândola...

O vento breve levanta-se
e nele sente-se a fria verdade de um povo que sofre. 
Aos poucos aumente o desejo de um outro rumo
à vida que afinal, partilhada, é de todos 
e de todos precisa.
Não sabemos entendermo-nos de outro modo 
senão chorando um passado tantas vezes insultado

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quero-te sem destino, sem tempo...

Ergo de mim os olhos para o teu rosto
e sorris.
Talvez não tenhas as certezas de uma eternidade
mas sabes que é esse o olhar procurado 
e abraças-me.

Não sabemos o que é o futuro, assim,
ou a dor partilhada, 
um dia, 
e continuamos o beijo daquela noite perdida

És mais bela na escuridão deste quarto! 
Ouviste? Murmurei...
Agora que as minhas mãos te encontram o jeito de ser
e os teus braços um corpo sôfrego de vida
quero-te...
Quero-te sem destino, sem tempo...

Quero-te...

Calamos os gestos de amor com um beijo permissivo,
calmo e ofegante... Um beijo esperado... porque quero-te.

Não posso falar-te em sentimentos
se os teus lábios me fazem calar de novo...




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Partiste...

E quando achava ter-te encontrado
reparei no vazio que existia onde antes só havia paixão.
Esqueci o gesto breve dos teus lábios sorrindo
e o odor que libertava o teu cabelo 
nas manhãs preguiçosas gastas na cama.

Ficaste sem dizer - amo-te,
partiste sem calar a dor... A nossa!
A dor de não nos sabermos permitir tal como éramos,
a dor de não nos conhecer-mos como somos,
a dor que é dor porque nasceu da nossa solidão,
a dor que cresce...
a dor sem nome que quisemos chamar de "aventura"!

Partiste sem mim 
mas deixaste as memórias das tardes caladas
espalhadas no sol da praia onde nos beijamos a primeira vez. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Os braços vazios de ti...

Sinto frio agora mas não da noite,
da saudade presente na tua ausência,
no modo como cruzo os braços vazios de ti
e silencio o olhar para um horizonte inaudito.

Não sabem estas palavras que dizer-te
e eu como escreve-las...
Não sei parar este pensamento leve e penoso
que é saber-te longe.

Queria ter-te e não posso
e o tempo demora intensamente,
exagera no seu vagar costumeiro destes momentos.

Vou abandonar a esferográfica e a lua que me olha
esta noite, sobre o atlântico...

Calo-me... 
e adormeço de novo sem ti... 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Nestas noites frias


Vou conhecendo aos poucos
aquela saudade que não sabemos ter
mas aperta-nos nestas noites frias.
Aquela saudade de te reconhecer
quando a escuridão enche o vazio do quarto
e o silêncio escuta a tua respiração,
atento.

Aprendemos a sabe-la
nestes suspenses emocionais que não desejamos.
Nestes instantes quase eternos que nos despertam.

Comecei por suspeitar
daquele pequeno suspiro que escapou
quando tentava lembrar porque não estavas comigo.
Mais tarde e agoniando em momentos mortos
descobri que precisava de ti!

Não soube dize-lo quando regressaste...

Foi essa a saudade tremenda e cínica
a minha companhia enquanto não chegavas
e a noite seguia fria
dentro do meu olhar…

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Calo-me...

Não foram as palavras que me fizeram descobrir-te
por isso calo-me ao te olhar.
Calo-me procurando a certeza de querer esse momento
e tudo o que ele representa.
E calo-me de novo ao beijar-te
por querer esquecer que terá fim.

Não quero prometer sonhos.
Prefiro que nos tenhamos em silêncio 
no acordar das manhãs frias,
dentro de um mundo particular,
abraçados ao nosso próprio intimo...

A noite alonga-se enquanto fazes-me falta
agora
e não sei dormir.

Calo-me a desenhar-te o olhar mentalmente
e deixo crescer o desejo te abraçar de novo,
cada vez com mais força.

Cala-me a certeza de te querer cada vez mais...




sábado, 24 de novembro de 2012

Já não sei desenhar o teu rosto no silêncio

Já não sei desenhar o teu rosto no silêncio
e falta a atenção de um beijo
agora que a noite torna-se fria.
Partiste por breves instantes e sinto-me só
como se o fogo de uma vela fosse
apenas,
dentro de uma escuridão
sem saber encontrar-se na própria presença.

Procuro de novo os teus lábios
pela sinceridade de uma ilusão verdadeira,
quando de novo te tento descobrir. 

Falta-me a realidade do teu rosto junto de mim,
o olhar calado de quem sabe conhecer-me,
o abraço apropriado dentro da noite...

Fazes-me falta nesta manhã!

sábado, 3 de novembro de 2012

Sem tempo para te esperar

Começo por nem me importar
quando olho o relógio sem tempo. Faltas-me!
E não sei falar por ser em silêncio o meu jeito de te querer.


A cama jaz fria sem o teu corpo nu
e o nosso cheiro a paixão. As horas...
São as noites o aconchego e a memória infinita de te amar,
a chuva que cai na vidraça morrendo sem me olhar,
o vento que sopra, sem cuidado,
o teu nome pelo meu pensamento. 

Porque demoras, procuro-te
dentro daqueles instantes só nossos,
nas sombras do relógio sem tempo para te esperar.