passando a sombra,
a vida,
um espaço que surge por dentro
daquilo que sou
ou fui, ou quis ter sido.
Esse alguém que me abraçou sem ter existido,
esse vento que espalhou as folhas que nunca escrevi.
que guardei,
escritas,
descritas memórias de nós,
e então pensei em tudo não o que aprendi contigo
mas aquilo que de mim partiu em reflexo.
Amei-te sozinho
como a um ensaio de vida
que te aborda o coração.
Senti, então, a escuridão crua
por um amor que ousei
sem sofrer,
imaginando,
findou o dia.
Sinto falta da tua pele quente
e do modo suave de me olhares.
Sinto saudades
por entre o meu exagero
e uma realidade desejada em algum momento.
Ilustração de Carolina Ascensão
o chão onde estava já era frágil e transparente, mas o desejo de o manter intacto era tao grande que não quis reparar no que estava diante dos meus pés...mas depois fizes te questão de me tirar esse chão e deixar me cair sem sequer ter onde me agarrar...
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