quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O sol, o mar e as memórias

Foi este o sol que me cresceu
quando jovem adormecido
nas costas de um futuro sem traço,
no tom de um sentido.

Trago de seu o mar
no rosto, nos olhos a brilhar,
no gesto que soube ser meu,
na voz que parece faltar.

Então guardo, cego, essas memórias
para saber sorrir,
o mundo tem de ser falível.

Como sabemos olhar-nos calados…

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