Esta noite fria tem-me acordado
sem pudor ou cuidado
ou atenção para si mesma.
Parece vir a sua sede beber na minha solidão
todas as palavras que se esconderam do teu olhar.
Não soube falar...
Rodeia-me o frio da ideia,
do abraço em falta, do sono que tarda.
Trazem-me, as horas,
a apeneia de uma lucidez que nunca soube preservar.
Calo-me vendo uma lágrima minha que corre
do lado de fora da janela onde chove
e ninguém sabe ser minha a reluzente tristeza...
Porque chove!
Rodeia-me o frio da solidão
dentro deste quarto vazio de nós.
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