segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Porque chove...

Esta noite fria tem-me acordado
sem pudor ou cuidado
ou atenção para si mesma.
Parece vir a sua sede beber na minha solidão
todas as palavras que se esconderam do teu olhar.
Não soube falar...

Rodeia-me o frio da ideia,
do abraço em falta, do sono que tarda. 
Trazem-me, as horas, 
a apeneia de uma lucidez que nunca soube preservar.

Calo-me vendo uma lágrima minha que corre 
do lado de fora da janela onde chove 
e ninguém sabe ser minha a reluzente tristeza...
Porque chove!

Rodeia-me o frio da solidão
dentro deste quarto vazio de nós.

Sem comentários:

Enviar um comentário