domingo, 9 de outubro de 2011

A Penumbra...

A penumbra entra-me no quarto
e o quarto em mim.
Rodeio os lençois e não te encontro.
Como poderia...

Deixaste o quarto vazio!
Não foi esse o espaço que te pedi.
Acordamos a verdade,
juntos.

Já não sonho,
choro.
Choro sem luz.
Uma lágrima percorre o meu rosto
e caí lassa no chão. Sem vida.
Como se o sal fosse o seu veneno
e o veneno
o seu contentamento em exisir.

Não há palavra que a descreva
nem mão que a alcance e limpe.

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