Nunca soube disfarçar
a saudade em frente a um espelho!
Reflicto sobre mim mesmo, cópia,
algo que se desdobra em redobrado anseio.
Não te encontro...
Imagino desenhar, com a mão,
a silhueta do teu corpo em penumbra,
sabendo de cores
apenas aquelas que a tua respiração permite.
Nunca te sei fazer ficar para além da noite...
Volto ao espelho,
em reflexo,
repetindo o sentido,
e lembro-me porque o faço
sem encontrar na resposta, coerência.
Muitas vezes o enigma está aí mesmo, nesse reflexo do espelho que parece prender-nos à sua frieza e que não nos deixa partir, que não nos seguir em busca de quem um dia perdemos e que agora nos leva a dar por nós a pensar (frente ao espelho, que muitas vezes é metafísico) "Não te encontro".
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