Passou, por mim, uma mulher com o rosto gasto pelo ensino de dois filhos. Uma, outra, terrivelmente vencida pelo comodismo sedentário caminha pesada e feia em sentido oposto.
Não se encontram, olham ou falam. A ligação é minha entre elas. Por serem a essência de uma sociedade onde a mulher tornou-se numa pessoa. Depois de ser objecto, depois de ser uma deusa!
A mulher tornou-se humana do mesmo modo que o homem, invisível. Tudo por comum julgamento numa rua qualquer, numa cidade anónima, num país igual.
O que é afinal ser-se humano se não nos vemos?
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