Sinceridade…
É esse o tom
que damos às palavras
sempre que
não sabemos mentir!
É esse o
nome das ilusões racionais,
dos
devaneios verbais
quando não
há um guião mental racionado.
É a consistência
emocional que trava
segura e
magoada
a
consciência de um ponto frágil em nós.
Sabemos que
dizer a verdade será levar ao infinito
a finita
vontade de não sofrer,
por ti!
Dizes que
não é certo o coração,
que o tempo
é um vácuo espelhado
onde o nosso
amor pode existir mas não expandir-se.
És sincera,
talvez,
mas a vontade
anula-se no próprio engano
porque sabes
que não minto.
Teimas em
guardar-te
e eu não sei
proteger-te de ti mesma!
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