Tenho memórias
de não te ter
e anseios
dentro de um passado que agora escrevo
como quem
deve um sorriso cúmplice
ou um beijo
nunca esquecido.
Caem poeiras
de vidas
ao longo do
tempo em que não te falo
e tenho o
jeito ligeiro de as soprar,
passando...
Disse não
dize-lo a mim mesmo
para ti que escutas
calada
e atenta
as divagações
que tenho no teu sonho.
Acorda!
Acorda e acaba com a
realidade em que te afogam,
com a
solidão de um facto ridículo,
com a
teimosia cega de preconceitos.
Acorda
porque tenho
pesadelos.
Sem comentários:
Enviar um comentário