quinta-feira, 5 de julho de 2012

Caem poeiras de vidas...


Tenho memórias de não te ter
e anseios dentro de um passado que agora escrevo
como quem deve um sorriso cúmplice
ou um beijo nunca esquecido.

Caem poeiras de vidas
ao longo do tempo em que não te falo
e tenho o jeito ligeiro de as soprar,
passando...

Disse não dize-lo a mim mesmo
para ti que escutas calada
e atenta
as divagações que tenho no teu sonho.

Acorda!
Acorda e acaba com a realidade em que te afogam,
com a solidão de um facto ridículo,
com a teimosia cega de preconceitos.

Acorda
porque tenho pesadelos.

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