Lembro a borboleta vermelha
que foi pousar sobre o teu ventre livre.
Divagamos, sorrindo,
sobre os filhos que um dia tivéssemos,
que em manhãs ternas nos invadissem o quarto
para se derramarem dentro do nosso amor.
Felizes.
Fois essa visão romantizada
que trouxe a nós a profundidade de um futuro juntos.
Calamo-nos.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Disseste, ao acordar...
Disseste, ao acordar, o meu nome,
primeiro.
Amei-te
o instante,
o brilho morno da tua pele,
a aspiração de vida no teu peito,
a calma do teu desejo.
Não por beijo, aproximaste o rosto do meu,
discreto o gesto
quente
sentindo-me.
Um dia perguntar-te-ão: amaste?
E dirás sem o saber
mais que o olhar encontra
no mundo...
Nunca foi só tua a vontade.
Sinto a tua alma presente,
à minha volta, abraçando-me,
definindo a vida em pequenos pormenores.
Não sei acreditar nesta manhã!
Olhaste-me um momento
depois continuaste.
Depois do voo da borboleta.
Tenho imaginado como seria uma vida que quisessemos construir,
uma vida que nunca imaginei partilhada...
Terminei-te o gesto com os lábios.
primeiro.
Amei-te
o instante,
o brilho morno da tua pele,
a aspiração de vida no teu peito,
a calma do teu desejo.
Não por beijo, aproximaste o rosto do meu,
discreto o gesto
quente
sentindo-me.
Um dia perguntar-te-ão: amaste?
E dirás sem o saber
mais que o olhar encontra
no mundo...
Nunca foi só tua a vontade.
Sinto a tua alma presente,
à minha volta, abraçando-me,
definindo a vida em pequenos pormenores.
Não sei acreditar nesta manhã!
Olhaste-me um momento
depois continuaste.
Depois do voo da borboleta.
Tenho imaginado como seria uma vida que quisessemos construir,
uma vida que nunca imaginei partilhada...
Terminei-te o gesto com os lábios.
Podia...
Podia, em verdade,
mudar a vida.
A mão tremia-me!
Pus num futuro o teu leito e um filho meu
depois disse baixinho
- tenho medo -
mas não me ouviste...
mudar a vida.
A mão tremia-me!
Pus num futuro o teu leito e um filho meu
depois disse baixinho
- tenho medo -
mas não me ouviste...
domingo, 9 de outubro de 2011
Voltei...
Voltei em esforço aquela praia.
Já não te quis procurar...
O mar...
O mar ao longe murmurava,
de sosláio,
recolhendo cada vez mais a si as ondas.
Já não sei sonhar-te
e adormeço sempre em agonia.
Já não te quis procurar...
O mar...
O mar ao longe murmurava,
de sosláio,
recolhendo cada vez mais a si as ondas.
Já não sei sonhar-te
e adormeço sempre em agonia.
Procurei-te
Procurei-te
como quem nunca tenha visto o mar.
Na cidade, como se não tivesses existido,
disseram-me que não te conheciam
sem encontrar nas respostas o teu nome.
Quis perceber...
Pensei ser mais um suicida
quando o meu corpo arrefeceu.
Senti um buraco na vida
onde, talvez,
se perca ela própria.
Nunca disseste como seria a saudade!
Foi este um primeiro ensaio sobre a minha lucidez.
como quem nunca tenha visto o mar.
Na cidade, como se não tivesses existido,
disseram-me que não te conheciam
sem encontrar nas respostas o teu nome.
Quis perceber...
Pensei ser mais um suicida
quando o meu corpo arrefeceu.
Senti um buraco na vida
onde, talvez,
se perca ela própria.
Nunca disseste como seria a saudade!
Foi este um primeiro ensaio sobre a minha lucidez.
A Penumbra...
A penumbra entra-me no quarto
e o quarto em mim.
Rodeio os lençois e não te encontro.
Como poderia...
Deixaste o quarto vazio!
Não foi esse o espaço que te pedi.
Acordamos a verdade,
juntos.
Já não sonho,
choro.
Choro sem luz.
Uma lágrima percorre o meu rosto
e caí lassa no chão. Sem vida.
Como se o sal fosse o seu veneno
e o veneno
o seu contentamento em exisir.
Não há palavra que a descreva
nem mão que a alcance e limpe.
e o quarto em mim.
Rodeio os lençois e não te encontro.
Como poderia...
Deixaste o quarto vazio!
Não foi esse o espaço que te pedi.
Acordamos a verdade,
juntos.
Já não sonho,
choro.
Choro sem luz.
Uma lágrima percorre o meu rosto
e caí lassa no chão. Sem vida.
Como se o sal fosse o seu veneno
e o veneno
o seu contentamento em exisir.
Não há palavra que a descreva
nem mão que a alcance e limpe.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
E tornou meu peito em vida...
E tornou meu peito em vida
Deixado nos caminhos a ida
O sentido da confusão.
Aclaram-se em ideias, pensamentos,
sobre vazios circunstanciais.
É neles que te procuro nas madrugadas
quando o orvalho ainda é fresco e virginal
e as horas permitem sonhos...
Mas a luz cresce e não sei fugir.
Dentro de cada sombra vejo segredo,
em cada flor emoção.
Por cada paisagem anseio
Sendo a alma, em vida, expressão…
domingo, 2 de outubro de 2011
Desperto
Desperto mudo,
cedo,
senti o sono gasto,
a imobilidade prisão.
Encontra-te meu braço autómato
em repouso.
Dormes voltada a mim.
cedo,
senti o sono gasto,
a imobilidade prisão.
Encontra-te meu braço autómato
em repouso.
Dormes voltada a mim.
Pensei nelas brevemente.
Trago sem mais um cálice de malte,
puro,
e acendo outro cigarro.
tardo o olhar
no mar que sobra do recorte da janela.
As ondas regressam
para de novo renascerem
no abraço do oceano.
Pensei nelas brevemente.
puro,
e acendo outro cigarro.
tardo o olhar
no mar que sobra do recorte da janela.
As ondas regressam
para de novo renascerem
no abraço do oceano.
Pensei nelas brevemente.
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