quarta-feira, 25 de abril de 2012

E as horas alongam-se em desejar-te...


Chove!
E as horas
alongam-se em desejar-te
ao som do céu…

…lá fora.

Já não procuro os teus retratos
ou as vontades da nossa última conversa...
Minto.

Encosto-me a um canto, no quarto,
e deixo-me levar em sonhos,
em anseios,
em saudades
de quem nunca tive nos braços
e tão bem me sabe…

Desperto mudo para o meu coração
sem saber-me fiel
ou falso
quando digo que te procuro a todo o instante.

Da tarde guardo apenas a atenção
que em ti tive
enquanto não voltamos a falar. 

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