Nunca
soubemos verdadeiramente o que fomos.
Não
foi essa a nossa atenção
quando
um corpo cobria o outro
e a
noite cobria o mundo de ambos.
Os
nossos beijos nada disseram
para
além do desejo imediato e mútuo.
As
escoras da minha certeza eram vãs
e tu
tinhas a certeza de tudo o que eu não sabia.
Não
soubemos encontrarmo-nos por teimosia
e perdi-te.
Perdeste-me. Perdemo-nos…
numa
tarde sem amoras nem passeios à beira do desejo.
Faz-me
acreditar no contrário.
Faz-me
mudar de ideias.
Mas
não mudes quem eu sou e o quanto gosto de ti
mesmo
que não tenhas mais certezas.
Traz a inocência que tivemos!
A minha solidão grita como as árvores que morrem,
nas florestas,
sem ninguém que lhes oiça o fim.
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