segunda-feira, 2 de abril de 2012

Não mudes quem eu sou e o quanto gosto de ti


Nunca soubemos verdadeiramente o que fomos.
Não foi essa a nossa atenção
quando um corpo cobria o outro
e a noite cobria o mundo de ambos.

Os nossos beijos nada disseram
para além do desejo imediato e mútuo.

As escoras da minha certeza eram vãs
e tu tinhas a certeza de tudo o que eu não sabia.

Não soubemos encontrarmo-nos por teimosia
e perdi-te. Perdeste-me. Perdemo-nos…
numa tarde sem amoras nem passeios à beira do desejo.

Faz-me acreditar no contrário.
Faz-me mudar de ideias.
Mas não mudes quem eu sou e o quanto gosto de ti
mesmo que não tenhas mais certezas.

Traz a inocência que tivemos!
A minha solidão grita como as árvores que morrem,  
nas florestas,
sem ninguém que lhes oiça o fim.

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