O
vento desce frio
da
serra onde habitamos os nossos corações.
Recebo-o
no rosto, sem acção,
como
se fosse esse o meu cilicio
por
te deixar.
Não
por te ter amado ou desejado.
Por
te deixar!
Pelo
erro que tarde reconheci,
pela
aspereza da minha calma quando choraste
ao
dizer adeus.
Não
tenho sossego nem desespero
mas
fere-me o frio que antes esquecia
quando te tinha a meu lado.
Esta
noite pensarei em ti.
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