Fui
até à praia
tentar
sonhar-te novamente
ao olhar a rebentação das ondas,
ao olhar a rebentação das ondas,
suave.
Deixei
todas as janelas abertas
para
que a casa pudesse arejar,
para
perder o odor a lágrimas e sono
e
saudade.
Voltei
já na noite
porque
quis tardar nesse dia
até te
encontrar.
Mas
não consegui…
O
cheiro da casa não era igual,
então,
quis começar uma nova rotina,
um desespero
mais brando,
e abri
o teu livro do meu desassossego.
O
teu perfume ainda existia,
lá dentro,
e nos
outros livros
e na
profundidade em que pertenceste à nossa casa
reconheci
tudo o que em mim te lembra.
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