domingo, 8 de abril de 2012

... reconheci tudo o que em mim te lembra.


Fui até à praia
tentar sonhar-te novamente
ao olhar a rebentação das ondas,
suave.

Deixei todas as janelas abertas
para que a casa pudesse arejar,
para perder o odor a lágrimas e sono
e saudade.

Voltei já na noite
porque quis tardar nesse dia
até te encontrar.
Mas não consegui…

O cheiro da casa não era igual,
então, quis começar uma nova rotina,
um desespero mais brando,
e abri o teu livro do meu desassossego.
O teu perfume ainda existia,
lá dentro,
e nos outros livros
e na profundidade em que pertenceste à nossa casa
reconheci tudo o que em mim te lembra. 

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