Não sei falar
senão calado
debaixo de
um olhar excêntrico
com efeitos
de escuridão.
Não sabem
ouvir os que me escutam
ou, ouvindo,
saber conhecer
porque me pensam
em parte do que os marcou.
Não sei
ser inteiro nesses momentos
e deixo sempre essa impressão dispersa de mim.
Volto a
escrever,
imagino,
imagino,
um livro de
atenções negadas,
a morte do
próprio céu,
a síntese de
uma luz convexa na sombra
que me tem
acolhido.
Não me sabem
saber
todos os que
me dizem conhecer.
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