Deixaste cá
dentro
algo que não
tem forma ou cor
mas começa a
devorar-me a calma!
Calo-me por
senti-lo
quando
estamos juntos
deitados no jardim a pesar sobre a relva pequena,
deitados no jardim a pesar sobre a relva pequena,
a sentir a inércia
das horas
como se
fossemos eternos durante as tardes…
Quis beijar-te,
hoje!
Sentir frescos
os lábios
que me tem
feito sonhar futuros.
Mas
contive-me! Não era esse o momento.
Não sem te
contar
a inquietude
que me causa a lembrança do teu perfume
e o olhar
puro que me deitas debaixo das árvores do jardim.
Não saberia
justifica-lo, depois,
se não me
tivesses sorrido antes.
E os dias são
limbos
perfeitos
quando sopra
a brisa doce de um sol cúmplice.
Até que
tenha outra coragem…
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