domingo, 3 de junho de 2012

... debaixo das árvores do jardim.


Deixaste cá dentro
algo que não tem forma ou cor
mas começa a devorar-me a calma!

Calo-me por senti-lo
quando estamos juntos 
deitados no jardim a pesar sobre a relva pequena,
a sentir a inércia das horas
como se fossemos eternos durante as tardes…

Quis beijar-te, hoje!
Sentir frescos os lábios
que me tem feito sonhar futuros.
Mas contive-me! Não era esse o momento.
Não sem te contar
a inquietude  que me causa a lembrança do teu perfume
e o olhar puro que me deitas debaixo das árvores do jardim.

Não saberia justifica-lo, depois,
se não me tivesses sorrido antes.

E os dias são limbos
perfeitos
quando sopra a brisa doce de um sol cúmplice.

Até que tenha outra coragem…

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