Às
vezes perdemo-nos em rodeios,
definições
de vida e vidas transversais
que não
sabemos existir sozinhos.
O
amor que surgiu, (podemos chamar-lhe assim?),
não sabe
do que falamos
quando
deixamos de lado as carícias
e os
longos olhares em silêncio,
quando
o vento já não é quente
e a
noite aconchegante.
Estive
prestes a ser comum tantas vezes
que tantos
são os dias que conto a teu lado
e em
nenhum deles duvidei da verdade do meu desejo
como
o fiz
sempre
que tentei planear um futuro dividido...
Relembro
sempre a noite da nossa atenção
pelos sentidos ligeiros da nossa existência.
Porque
a vida corre
mas o respeito que houve nesse instante
é agora
a certeza de que nunca te deixarei.
"O amor que surgiu (podemos chamar-lhe assim?),
ResponderEliminarnão sabe do que falamos
quando deixamos de lado as carícias"
(adorei este excerto)
São tantas as formas de amar e tão poucas as que valem a pena, que muitas as vezes nem nós próprios as conseguimos identificar...
Beijos
Sónia
Percorri o seu blogue de norte a sul e vi muita qualidade, na escrita.
ResponderEliminarEstudante? Pensei que fosse Professor de Língua Portuguesa, com afetos.
Tudo o que escreve não é de fácil entendimento para o comum dos mortais, porque tem entrelinhas e não tem erros ortográficos, o que se vai tornando cada vez mais difícil de encontrar, pois o computador não assinala o erro de "soube-se", mas as pessoas, os autores dos textos, queriam escrever soubesse. É uma triste realidade.
Desculpa o preâmbulo, mas é deformação profissional.
A tua poesia, o teu desabafo é, inteligente e sensorialmente, construído e exposto.
Não há "nuncas" nem "sempres", há "talvez", na vida real.
Na poesia pode haver tudo, porque o nosso "eu lírico" vai na correnteza do desejo e do pensamento.
Abraço, com luz.