terça-feira, 10 de julho de 2012

Aprendi a querer amar-te menos...


Começo a escutar o som vazio desta casa
e entendo sempre conhecer-te a respiração
de tão profundamente escutada.

Lembro conhecer-te o jeito elegante de beijar,
o carinho de um murmúrio,
a indecisão de me quereres abraçar
sempre que eu te olhava 
calado nesses instantes.

Aprendi a querer amar-te menos nesses momentos,
no entretanto que fomos,
na esperança que desconhecemos e abraçamos
sem sentido ou religião.

Aprendi a sentir-te na falta,
nos beijos que relembro,
na saudade que tivesse dia
para na noite despedir-me, sem mágoa, do teu corpo.

Aprendi a saber-te ausente
ainda que continuem a cair,
límpidas e dormentes, lágrimas de saudade do meu rosto. 

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