Elas correm.
Ó deus, como correm
pequenas e
lúcidas
as lágrimas
no meu rosto.
Amparo-as em
mãos
como se as
soubesse manter,
inteiras,
na sua razão
original.
A dor é toda
e o destino preciso
para a vida
que tenho,
ainda.
Parte do
porto o último navio velho
da
navegação,
dos
continentes onde habitei
na ilusão de
uma ida definitiva e inteira.
Partes
deixando memória da tua presença
nos olhares
dos homens,
dos peixes
que sobrevoaste,
na calçada
de ondas moventes,
de ventos
repentes.
Partes
novamente de longe
e eu não te
sei alcançar o mover
com que
deixas atrás as ondas a ferver.
Partes
novamente de longe
sem eu te
poder acompanhar.
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