Era a tua silhueta nua a roçar-me a calma
para surgir sedento
um beijo a tocar-te a alma.
Então o teu corpo recebeu, calado,
um novo jeito de abraçar.
E foi no teu peito
que derramei o meu controlo ao dizer, amo-te.
Não soube pronunciar essa palavra tão estranha
e repeti-a, compassadamente, e em voz baixa
até que na força de um novo abraço
confirmaste as palavras.
Sentimos medo
ao assumir a responsabilidade de
uma inconfidência,
a razão de um íntimo
e deixamos a nossa vontade calada
num abraço perpétuo.
Soubemos deixar-nos quando o dia nasceu
e as sombras da nossa certeza esbateram-se.
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