Esqueci como
são os teus lábios!
Sei-os
aveludados, mordazes
mas o jeito
suave de me arrebatarem a vida…
Esse jeito
esqueci-o
contra todos
os meus esforços.
As saudades
não nos encorajaram a revive-los
como faziam
os dias de calor desse verão perdido.
Não houve
uma ponte que nos unisse
desde então
até hoje que nos
sentimos,
sós.
Olho o fumo
solitário que sobe,
o cigarro mudo sem razão
e depreendo um
outro universo, meu,
sobre o qual
crio o que os meus sentidos sabem saber.
Há a falta de ti no cheiro da minha roupa,
o abraço matinal de resistência ao mundo.
Há a fragilidade de um meu segredo
por estas horas.
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