A noite
liberta-me da responsabilidade de ser lógico
e a imaginação
afunda-se num sonho desajeitado.
Ninguém me
acompanha
ou ouve
e sou um
génio perpétuo
até que
outra manhã nasça morrendo esta noite.
Relembro as
memórias esquecidas de outros
que hoje leio
em páginas amareladas de tempo.
Parecem-me
confissões eternas,
ultimatos sangrentos
de quem insulta uma guerra
para afinal
defender-se.
Não se
souberam explicar ou explicando erraram
porque as
palavras mudam em cada um
e cada um
munda conforme o seu pastor se faz entender. .
As memórias
foram
caóticas e específicas assim mesmo,
clarividências
em nós que as quisemos descobrir.
O
entendimento é que foi sendo diferente
de outros
para uns e de uns para outros
cegos sem
saberem conhecer-se.
A noite
morreu!
Volto a
cerrar os olhos
e a dormir o
sonho de 21 gramas.
Sem comentários:
Enviar um comentário