Sacudo, sem demoras, o corpo da minha dormência,
levanto-me
e vou à janela.
O
dia nasce, outra vez, e eu ainda acordado…
Ao
fundo da cidade a neblina cobre as casas
e é
como se volta-se à minha ilha onde vejo sempre o mar.
Lembro
a imensidão da sua bravura quando brame no inverno
e eu
fico a imaginar as palavras que diria aos homens
se
lhes pudesse falar.
O
dia nasce calmo, desfocado ao longe e sem vento.
Um fotógrafo
que então o observa-se diria
- Quase
sem tempo – como se soubesse do que fala
quem
trabalha sempre sobre o passado.
Não
quero escrever mais
e
mais penso que o deveria fazer.
O cansaço
e a falta de ideias definidas levam-me à cama
e adormeço
sem
ter encontrado a razão de tanto esforço,
a razão
de ter ficado acordado,
olhando
as tuas fotos.
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