segunda-feira, 26 de março de 2012

Ao fundo da cidade a neblina cobre as casas...


Sacudo, sem demoras, o corpo da minha dormência,
levanto-me e vou à janela.
O dia nasce, outra vez, e eu ainda acordado…
Ao fundo da cidade a neblina cobre as casas
e é como se volta-se à minha ilha onde vejo sempre o mar.
Lembro a imensidão da sua bravura quando brame no inverno
e eu fico a imaginar as palavras que diria aos homens
se lhes pudesse falar.

O dia nasce calmo, desfocado ao longe e sem vento.
Um fotógrafo que então o observa-se diria
- Quase sem tempo – como se soubesse do que fala
quem trabalha sempre sobre o passado.

Não quero escrever mais
e mais penso que o deveria fazer.
O cansaço e a falta de ideias definidas levam-me à cama
e adormeço
sem ter encontrado a razão de tanto esforço,
a razão de ter ficado acordado,
olhando as tuas fotos. 

Sem comentários:

Enviar um comentário