Vagueiam
por casa sombras daquilo que fizemos juntos!
Preciso,
necessariamente, sair de lá todas as madrugadas antes de adormecer a noite e
subir a cidade até encontrar o sol que paira sobre a neblina. E a neblina que
nos abafa a casa, lá em baixo, agora.
Não
sei adormecer sem ter a certeza que a casa respira ao sol. E porque nunca te
encontro no regresso torno a repetir a acção na madrugada seguinte.
Como
se fosse inevitável esse sacrifício para recordar que existo, que existe o
mundo sobre o qual criamos um olhar conjunto. É assim que ainda vejo a cidade.
Mas a casa…
A
casa continua vazia!
E não
sei adormecer antes do sol despertar.
Sem comentários:
Enviar um comentário