Olhaste-me!
Os teu olhos…
Tive o cuidado de gravar na
memória
a acção que o teu reflexo
criara
não pela tua atenção
mas por tudo o que já
significavas.
Subitamente não controlava o
meu fluxo sanguíneo
e dei por mim denunciado num
rubor eterno.
Não o notaste e seguimos caminho
sem ter noção do que ali
surgia.
Ninguém se deu conta e comecei
a procura-te,
pra te olhar,
pra te conhecer, talvez,
mais perto do teu coração.
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