domingo, 25 de março de 2012

Carta descontinuada ao mundo… ao teu mundo.


Não sei como reagir
agora que trazes no olhar a memória do teu erro.
Não procuro conforto
mas tem sido difícil esquecer-te.

Ainda me acho a imaginar que tudo podia acontecer de outra maneira
mas então reconheço o quanto foste falsa
e tenho mais amarga a dor de te querer evitar.

Nessa noite não quis adormecer!
Fiquei inquieto por me sentir frágil
e não ter a calma suficiente confiar na natureza.
A minha própria descrença no céu fazia-me delirar.
Mas o corpo exigiu-me descanso
ou cairia, por terra, sem que conhecessem a acção
todos os que, afinal, nos confessam.

Vieste prometer-me compreensão…
Beijaste-me a testa…
E o silêncio encheu o quarto...

Acordei sem ti,
sem o sonho.
Acordei e caminhávamos lado a lado
para sítios diferentes
e eu não consegui encontrar realidade no momento…
Levantei-me quase sem luz,
cego!
Apercebi-me que vivia uma ilusão
onde brilhava perfeito o teu sorriso.
Não soube reagir…
Não sei como reagir…

E esta noite já não quero adormecer.

1 comentário:

  1. Gostamos sempre de enfeitar as despedidas, mas partir é a coisa mais natural do mundo. Todos partimos, nem sempre chegamos.

    Abraço

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